sexta-feira, 31 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Devo
Meus pés tocam o chão frio, já não sinto mais.
Devo caminhar.
Aproximo do primeiro mundo, manipulador, incostante, dita sempre o destino final, controlador.
Comigo não, sou dona do meu querer.Devo caminhar.
Sigo ao segundo mundo, superficial, cínico, sarcástio, vazio.
Comigo não, conheço minha essência. Devo caminhar.
Paro no terceiro mundo, o nada, sem opinião, corre aqui e acolá, onde melhor se encontrar. Comigo não dá, sei bem onde devo pisar.
Mas de tanto me iludir, já não sei se devo caminhar.
Meus pés não sentem, meu coração sim.
Saio e fecho a porta.
Volto a sentir o calor em meus pés, como um bom vinho que se mistura ao sangue.
Fiquei tanto tempo tentando entender os mundos que emburreci, quase esqueci do eu que está em mim, agora com o calor que faz, já sei o que devo.
E diante da aurora, um caminho enorme se abre.
Sim.
Devo caminhar...
sábado, 18 de agosto de 2012
As Três Peneiras de Sócrates
Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me
dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta
bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
PLANO DE AULA Arte Contemporânea - representação
A verdade tem apenas uma face, mas seu
oposto possui ilimitadas versões, com as quais lidamos. (ARENDT, Hannah. 1992.)
OBJETIVO
Apresentar o conceito de representação, contemplado dentro
da arte contemporânea, referenciando a obra de Regina Silveira ,To be continued....
OBJETIVOS ESPECIFICOS
·
1. Perceber
os conceitos de representação tomando como referência Francisco Falcon e Carlo Ginsburg;
·
2. Conhecer
Regina Silveira através da obra, To Be continued, apresentada na 8ª bienal do MERCOSUL;
·
3. Sobrepensar
o conceito de representação dentro das vivências discentes, escalonando com a
arte contemporânea;
· 4.Conceber
trabalho artístico partindo das reflexões elencada;
METODOLOGIA
Como estímulo ao
pensar com arte, será apresentado (em D.S.) as obras de Regina Silveira sem
identificação prévia. Interessante é deixar o aluno expor suas percepções
primeiras sobre a obra, abrindo diálogo expositivo.
Parte-se então para a compreensão primaria
do que se entende sobre representação, completando este pensar com textos dos
autores Francisco Falcon e Carlo Ginsburg. Atraente seria neste momento voltar
a obra e rever conceitos.
Num outro momento é apresentado
Regina Silveira e seu fazer poético, juntamente com explanação sobre a 8ª Bienal
do Mercosul e sua participação com a obra To be continued. Desta forma, retomar
o conceito de representação e através de produção, conceber com a ajuda de
elementos que a própria Regina Silveira cita para instigar a imaginação (
revistas, jornais, cartões postais), utilizando como material para produção a
máquina fotografia.
CRONOGRAMA
Tome-se como estimativa 10 aulas de 45 minutos,
sendo que o planejamento deve ser flexível e passível de mudanças.
AVALIAÇÃO
A avaliação se dará durante o processo, na verificação
das pesquisas, presença, troca do conhecer entre os discentes e na produção
final.
REFERÊNCIAS
ARENDT,
Hannah. Verdade e história. In: Entre o
passado e o futuro. 3.ed., São
Paulo:
FALCON, Francisco
J.C. História das idéias. In: CARDOSO, S.F; VAINFAS, R. (org.). Domínios da
história. Rio de janeiro: Ed. Campus, 1997, p.91-94.
GINSBURG, CARLO. Olhos
de Madeira – nove reflexões sobre a distância. São Paulo: Companhia das
Letras, 2001.
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2844&id=001431&titulo=Regina%20Silveira&auto=undefined
em 27 de julho de 2012 as 14:45.
MATERIAL DE APOIO
1. Sob o título Ensaios de Geopoética, a 8ª edição
da Bienal tratou da territorialidade e sua redefinição crítica a partir de uma
perspectiva artística. Reuniu 186 trabalhos de 105 artistas de 31 países que
desenvolvem obras relevantes para discutir noções de país, nação, identidade,
território, mapeamento e fronteira sob os aspectos geográficos, políticos e
culturais.
2. Em muitos
textos de história e ciências sociais, o termo representação parece
situar-se no centro de uma constelação de noções ou conceitos muito variados
como imaginário(s),
ideologia(s), mito(s), e mitologia(s), utopia(s) e memória(s). Acrescenta-se
que a expansão
recente de uma história cultural popularizou entre os historiadores o termo ‘representações’,
muito embora esta promoção da noção de ‘representação’ a uma posição chave na
historiografia não se tenha feito acompanhar de uma reflexão mais profunda
sobre suas
muitas significações. Trataremos de explorar um pouco mais este conceito,
relacionando o com as artes
plásticas e com os estudos de Ernst H. Gombrich, que certamente contribuem para o debate.
2.1. Para
Ginsburg (2001),
nas ciências humanas, fala-se, e há muito tempo, de ‘representação’, algo que
se deve, sem
dúvida, à ambigüidade do termo. Por um lado, a ‘representação’ se faz às vezes
da realidade
representada e, portanto evoca a ausência; por outro, torna visível a realidade representada e, portanto,
sugere a presença.
3.O trabalho
de Regina Silveira para a Bienal do Mercosul é um imenso quebra-cabeça cujo
encaixe das peças não gera uma figura única, mas uma grande colagem de imagens
do imaginário latino-americano. Regina, que recentemente teve seu trabalho
exposto na Fundação Iberê Camargo, não se prende ao contínuo espaço e tempo nas
suas obras, ela cria ao descolar a sombra de seu objeto, fazendo com que a
imagem não obedeça aos parâmetros normais, trabalhando a questão da linguagem e
do significante. Dessa forma, consegue agregar novas referências às imagens. To
be continued... (Latin American Puzzle) é a obra que Regina apresente
nesta 8ª Bienal do Mercosul e que consegue mostrar como a diversidade cultural
latino-americana, apesar de uma aparente diversidade de referências, consegue
unir todas as peças para formar um conjunto que se destaca pela formação de uma
unidade que, embora heterogênea, consegue se impor pela interação das suas
partes, criando a identidade latino-americana.
Regina Silveira, “To Be Continued... (Latin American Puzzle)”,
1997, papel fotográfico sobre recortes de EVA, 48,5 X 39,5 cm (cada peça)
...OUTRAS IMAGENS DA OBRA...
...Sobre REGINA SILVEIRA...
sábado, 21 de julho de 2012
Documentário Indios de Guaramirin - SC
"Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos".
Gosto de observar ao meu redor, como forma de entendimento em mim mesma.
Tive quando adolescente o apelido de Coruja, pelos olhos verdes esbugalhados que prestavam atenção em tudo ao seu entorno, apesar de não possuir o giro de 180 graus na cabeça, possuo muitos graus girantes em pensamento. Tonta de tanta informação, me perco , em tudo que há e não descobri. Me encontro na reflexão. Penso. Sinto. Existo. Sou.
Lembrando Confúcio, "Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos".
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