terça-feira, 4 de dezembro de 2012

LINDA HUBER - Desenhos a lápis


Linda Huber, nasceu em 08 de janeiro de 1935,
em East Tupelo, Mississippi, EUA, e reside em 
Middlesburgh, Nova York. Se especializou em 
desenhos a lápis de grafite. 

 Palavras de Linda Huber: 
 Em tenra idade eu comecei desenhando da vida ... como os anos passaram e os meus desenhos se tornaram mais detalhada que levou mais tempo para terminar isso hoje eu desenhar principalmente de fotos de referência. A maioria todo o meu trabalho leva em qualquer lugar 20-80 horas. Estou autodidata e se esforçam para o realismo em cada peça, tendo grande prazer em capturar todos os detalhes. Os detalhes são a chave para o realismo assim que a paciência é importante, trabalhando uma pequena área para acabamento perto antes de passar é uma técnica pessoal meu. Retrato é sempre um desafio gratificante, devido às características vastas e personalidades únicas. Desenho de objetos inanimados se tornou um outro favorito, texturas como metal e vidro são extremamente interessante e divertido de desenhar.





















      Linda Huber é muito exigente na preparação de sua arte. Aparentemente, ela só precisa de um papel e um lápis grafite, mas, não é bem assim. Para obter o impressionante efeito de realismo, capaz de fazer inveja a máquinas fotográficas de boa qualidade, ela usa diversos tipos de lápis, papel de boa qualidade, paciência de Jó e uma técnica impressionante desenvolvida por ela mesma, ao longo dos seus 50 anos de vida. Linda Huber é simplesmente fantástica, e para compreender isso, basta olhar para seus desenhos.









Ben Goossens

                       Ben Goossens trabalhou por 35 anos em sua Bélgica natal como diretor de arte de uma agência de publicidade. Depois de se aposentar, Goossen se dedicou a criação de montagens de fotos com um estilo que lembra o distintivo surreal de seu compatriota, René Magritte. Suas imagens ganharam prêmios em vários prestigiados concursos internacionais de fotografia, incluindo medalhas de ouro e prata em Trierenberg Super Circuit, salão mundial de fotografia anual. Suas fotos são compostos conhecidos por suas perfeitas versões pictóricas de Dreamscapes surreais.
























segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Humberto Abad

                            Escultor de Quintanar de la Sierra (Burgos), surpreendentemente pouco conhecido. As imagens são da exposição "ironia" em Burgos 17-31 Outubro de 2007. Ele recebeu o "Artesão do Ano de 2008" do Conselho de Burgos.Palavras aqui, não se fazem necessárias.
 
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               Humberto Abad está empurrando os limites, a aniquilação de talentos, inteligente e criativa para bater, os espartilhos de ranço. Desafiando , para ver além do óbvio, este escultor de enorme profundidade e substância, dignificou o trabalho artístico, feito com o madeira, amarrando o seu reconhecimento com outros,  como em mármore ou cobre. Sua mão especialista é apenas rivalizado pelo pensamento ágil vital e viva, em esconder a ironia verbal, se você estiver atento, o soco de um argumento de peso pesado da razão.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

MICRO PEÇA TEATRAL - Pactuar Conúbio


ELE (seriamente enternecido): Vamos fazer um negócio? Penso num negócio lucrativo, que possa envolver dois seres. Rezo um contrato bem amarrado, para não acusar problemas. Alguns fatores podem trincar a negociação, mas de todo, acredito no lucro em curto prazo.

ELA (assustadoramente com raiva): Muito bem, me faça a tal proposta então?

ELE (enternecidamente decidido): Poderíamos juntos, constituir filhos, dois ou três, você quem sabe. Adquirir local permanente e meio de locomoção, claro que o local vamos demorar a pagar, talvez 30 anos, porém, o negócio ficará na família. Não vejo problemas em relação ao tempo. Algumas regras devem ser bem explicadas, como sócio proponente permito ou não o momento de expor os sentimentos. As relações de amizade podem ser decididas por ambos, as demais relações ficam de acordo com a necessidade de cada um. Evitaremos a rotina, quando esta bater entraremos em período de férias. As tarefas serão divididas de igual forma para que não haja desagrado, e conforme a empresa crescer poderemos contratar mais funcionários. Os investimentos serão de ambas as partes. Contrataremos um bom plano de saúde, caso alguém fique doente, terá garantia de amparo. Se acaso, houver ruptura e interesse por outra sociedade fica combinado o diálogo entre os sócios para que cheguem à resolução do problema ou que dividam a empresa de forma a agradar ambos. Outros itens podem ser ajustados assim que o contrato for assinado. O que você acha querida?

ELA (assustadoramente SOLTEIRA): Você está me propondo ...

ELE (decididamente CASADO e com um sorriso amarelo sol): Sim!!! CASAMENTO!

ELA ...
ELE...

NÓS!

    
                                 

(Texto brincante autoral, escrito sem intenções, muito menos com
pretensões,  nasceu do  desejo e como forma de prazer, numa tarde chuvosa,     
meus alunos em prova, eu a escrever). Déa Maffezzolli




domingo, 21 de outubro de 2012

Relação custo benefício na cultura da telenovela




A “Avenida Brasil” parou o Brasil. Não, não é um fato.
O Brasil não parou, algumas pessoas sim.
Quem são essas pessoas que param seus afazeres, suas vidas para assistir a um programa de televisão?
A resposta é simples. Todo tipo de pessoas, de diferentes idades e classes sociais, e jamais deverão ser condenadas pela atitude.
Somos seres culturais e gostamos de fazer partes das massas. Telenovela é produto cultural brasileiro tipo exportação, o acesso é fácil, barato, entra na casa das pessoas em canal aberto, da capital ao vilarejo, as estórias se confundem com as narrativas dos telespectadores, vira assunto diário, uma forma de julgar o comportamento alheio, “da personagem”, expurgando nossos desejos contidos pela moralidade social.
É um espelho.
Segundo Bakhtin, a experiência que não tem um público identificável socialmente não pode ter raízes firmes e, desta forma, não terá uma expressão definida e diferenciada.
Desta forma, novela se faz espelho sim, vira moda, desde o corte de cabelo, até roupas, cria tendências. A trilha sonora vira hit nacional, as mais pedidas e ouvidas em volume agressivo e amiúde. A comunicação entre os personagens com suas gírias, jargões, memes, neologismos falados e escritos, fazem parte da linguagem popular.
Esslin, afirma que estas instruções são lavagens cerebrais que ajudam os indivíduos a internalizarem seus papéis sociais.
Seguindo esta linha, podemos afirmar que é cultura popular e só tem benefícios. Por isso que “o Brasil para”.
Imagina ter que se deslocar por quilômetros para assistir uma boa ópera, visitar galerias, estar antenado com as exposições, ir ao teatro, ver um espetáculo de dança. Quanto custo físico financeiro.
A propósito, não assisti, aliás, não é necessário assistir, vemos hoje com outro sentido, a audição. Mas comentei que a tal “Carminha”, (personagem muito bem montado, tal a repercussão) poderia virar heroína nacional.
Precisamos lavar nossa alma, precisamos de heróis, ainda mais em fins de julgamento de mensalão e na semana em que deputados votam a redução de dias de trabalho e não reduzem seus vencimentos.
Precisamos de heróis, tanto que vou assistir à próxima novela, e Salve Jorge!

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004.
ESSLIN, Martin. Uma Anatomia do Drama. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.