domingo, 20 de novembro de 2011

ARTE POSTAL


                    Nos anos 60, muitas correspondências eram trocadas por artistas plásticos, nas quais compartilhavam criações entre si através do serviço de correios. A impressão artística era estampada no envelope através de colagem, fotografia e selo.
                    Mundialmente é conhecida como “mail art”, ou Arte Postal, nesta época, Ray Johnson criou a Escola de Arte por Correspondência, em Nova York, nos Estados Unidos. Ray Johnson costumava escrever uma carta no frente e verso do envelope, quebrando a privacidade de seu conteúdo.
                   Muitos artistas, além de usarem envelopes vazios, também colocavam obras de artes dentro dos envelopes customizados, dentre as obras enviavam colagens, pinturas, gravuras, fotografias, montagens, vídeos, carimbos, textos, entre outras expressões.
                   Portanto a arte postal não está atrelada somente a uma linguagem ou técnica artística. A arte postal é aquela que utiliza o correio como suporte e veículo para disseminação de um conteúdo artístico, surgida como alternativa aos meios tradicionais de exposição da arte.
                   No Brasil, a Arte Postal amadureceu na época da ditadura, podemos citar como nossos artitas expoentes o pernambucano Paulo Bruscky, que organizou em 1975, em Recife, a I Exposição Internacional de Arte Postal, censurada pelo regime militar.
                  Nos fins dos anos 80, esta arte perdeu força. Nos anos 90, com o advento da internet comercial, a Arte Postal passou a ser utilizada sob uma nova visão de participação através do e-mail e dos sistemas de compartilhamento de opiniões.

Fontes:http://www.oktiva.net/oktiva.net/1321/nota/16532
http://educacao.uol.com.br/artes/arte-postal.jhtmma

        Uma ótima atividade para realizar com os alunos, principalmente na era técnológica que estamos vivenciando.

ARTE POSTAL - parte da frente

ARTE POSTAL - Recebi da super carismática Eliane Baum - o que caracteíza a validação da arte postal, é a sua postagem, notem carimbos e selos.

ARTE POSTAL - parte frontal

ARTE POSTAL - este, recebi de uma moça chamada Eliane, Já não está mais frequentando o curso de Artes Visuais, mas sua marca foi deixada nesta lembrança.

ARTE POSTAL - parte frontal, com lantejoulas e colagem de papel de presente.

ARTE POSTAL - está fui eu quem mandou para a colega Lisângela Ribeiro, Fiz questão de carimbar as sapatilhas e estrelas que me representam.

ARTE POSTAL - colagem com tecido de cetim, cola com brilho e lantejoulas. Produção minha.

ARTE POSTAL - este foi para Jeniffer, colega da gostosa praia de Barra Velha, os colegas devolveram alguns postais para que a arte se perpetusse em lembrança.

ARTE POSTA -  está é da série SAPATILHAS, colagem de papel cartão, lápis de cor, cola com brilho.

ARTE POSTAL - mandei para Célia Ceschin, artísta plática conhecida por seus trabalhos e professora da cadeira de Gravura.

ARTE POSTA - inda da série SAPATILHAS, está se caracteriza pelos vazados.
ARTE POSTAL - foi especial este postal entregue a minha querida cunhada irmã Daniele.
  
ARTE POSTAL - da série SAPATILHAS, com lápis de cor, colagem de papel cartão, cola com brilho.

ARTE POSTAL -  a amiga conquistada pelo respeito mútuo, ELIANE MACIEL... amo!!!!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CARIMBOGRAVURA

 GRAVURA

      Para entendermos de Gravura, Xilogravura, Serigrafia, Litogravura, Petróglifo e tantas outras formas de gravar , é de grande importância conhecer os grandes nomes que deram formas a essas técnicas, assim como:
 

C A R I M B O G R A V U R A 
               Como primeiro exercício escolher um símbolo que o represente, utilizar a borracha comum, e com estilete retirar as sobras formando um carimbo, aí é só gravar.

Recorte Estrela

TEMA: Identidade
MATERIAL: Borracha comum, tinta guache e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

ESTRELA
                      Pentagrama, estrela de cinco pontas, simboliza o homem integral de braços e pernas abertos interagindo em perfeita harmonia com a plenitude da existência. Simboliza evolução. É usado para proteção, além de estar associada a intuição, sorte e êxito. A estrela representa o domínio dos cinco sentidos.

Borracha utilizada na segunda atividade
TEMA: " Teia"
MATERIAL: Borracha e tinta guache
SUPORTE: Papel sulfite e papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
Formas geométrica e utilização de cores quentes

Notem a forma da assinatura, são três gravuras feitas com a mesma borracha, esta é a primeira, logo 1/3


TEMA: " Teia"
MATERIAL: Borracha e tinta guache
SUPORTE: Papel sulfite e papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
Formas geométrica e utilização de cores frias

TEMA: " Teia"
MATERIAL: Borracha e tintade tecido, cola com brilho
SUPORTE: Papel sulfite e papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
Formas geométrica e utilização de cores diversas

A terceira gravura com a mesma borracha. logo 3/3.
Borracha utilizada na terceira atividade

TEMA: " Construção"
MATERIAL: Borracha comum e tinta guache
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

Vejam detalhes da forma de assinar

TEMA: " Construção"
MATERIAL: Borracha comum e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
TEMA: " Construção"
MATERIAL: Borracha comum, cola com brilho
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

No detalhe

Borracha utilizada na última atividade, deveria esculpir na borracha algo que faz parte da minha vida, logo a dança!

Notem, que tudo foi feito com uma borracha comum. Se a atividade for realizada em sala de aula, é interessante tomar cuidado com o estilete, ou pedir para que a bortracha já venha cortada de casa, feita com a ajuda dos pais, esta dica é independente de idade.

TEMA: " Sapatilhas" 
MATERIAL: Borracha comum e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

Vejam com atenção os detalhes e a forma de assinar que é muito importante

TEMA: " Sapatilhas" 
MATERIAL: Borracha comum e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura


TEMA: " Sapatilhas" 
MATERIAL: Borracha comum , canetinha e gliter
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura


Detalhe aproxiumado

Para gravar, a importância da assinatura
Uma ótima dica de estímulo ao conteúdo é assistir ao vídeo da rede Arte na Escola, com Maria Bonomi. Tente entrar em contato com o grupo, ou utilize esse link: http://www.artenaescola.org.br/dvdteca/pdf/arq_pdf_25.pdf

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CULTURA VISUAL

Foi proposto fazer a análise de qualquer material televisivo ou gráfico, no que se refere ao conteúdo programático e forma de apresentação. De imediato, escolhemos o gibi, de forma carinhosa a tira “As soMbras da vida” de Maurício de Souza. Várias idéias foram surgindo durante o diálogo, e resolvemos apresentar a atividade numa formatação dinâmica. 
Iniciamos nossa atividade, convidando os colegas  a se posicionarem em frente a sala, olhando muito perto a tela do projetor que está em frente ao quadro. Todos deveriam olhar para a tela azul projetada, fazendo movimentos de vai e vem laterais, por aproximadamente dois minutos.
          Num determinado momento, um dos componentes do grupo de retira da sala sem pronunciar nada, deixando os demais com a mesma movimentação e posição.
          O integrante do grupo ao retornar, faz a leitura do texto, que dará continuidade a reflexão: 


"O mito da caverna de Platão, numa tira de Mauricio de Souza, voltada especificamente para crianças, mas não necessariamente a elas.
É uma forma de a criança aprender  a questionar-se e a refletir seus conceitos de forma lúdica.
Traz para a contemporaneidade, um mito clássico utilizando um espaço de técnicas gráficas, transformando o mito em quadrinhos.
Estimula a reflexão, sem dúvida, motiva o expectador, principalmente pelo mito não conter uma verdade fechada, possibilitando a qualquer pessoa independente de sua vivência, formular novos conceitos.
A forma apresentada é motivadora, a linguagem visual que leva o leitor a novos caminhos antes por ele não descoberto.
Numa leitura apropriada, que valoriza e contribui com a intelectualidade da criança. Instigando, provocando, abrindo novos caminhos e perspectivas.
Nos homens, a experiência provém da memória, posto que a multiplicidade de recordações de um mesmo objeto oferece a possibilidade de completar uma experiência única, palavras de Aristóteles. Sua formação humana dependerá do meio em que ele está inserido. As ideologias serão formadas pelas vivências, levando-o a escolhas.
Fazendo uma ponte entre o mito, no caso apresentado em tiras e a TV, nossa percepção e sensibilidade serão afetadas, dando-nos opiniões positivas ou negativas demonstrando a sensibilidade e individualidade do olhar."

Ao término da leitura, na tela antes azul, projeta-se a tira do Piteco. Os acadêmicos fizeram a leitura em silêncio, um ponto positivo nos chamou a atenção, pois o silêncio não havia sido proposto.  Um sinal claro que foram tocados de alguma forma.

 





A título de conhecimento, no capitulo VII da obra República, Platão elabora a alegoria da caverna, como metáfora de uma situação na qual os homens vivem na aparência acreditando ser a realidade. Assim, tudo que vêem, fazem e sentem não passam de sombras. Esta alegoria faz alusão ao advento do pensamento racional.

Alegoria da Caverna
Depois disto – prossegui eu – imagina a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta, de acordo com a seguinte experiência. Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa eminência, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, no gênero dos tapumes que os apresentadores de fantoches colocam diante do público, para mostrarem as suas habilidades por cima deles.
– Estou a ver – disse ele.
– Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda a espécie de objetos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e de animais, de pedra e de madeira, de toda a espécie de lavor; como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados.
– Estranho quadro e estranhos prisioneiros são esses de que tu falas – observou ele.
– Semelhantes a nós – continuei -. Em primeiro lugar, pensas que, nestas condições, eles tenham visto, de si mesmo e dos outros, algo mais que as sombras projetadas pelo fogo na parede oposta da caverna?
– Como não – respondeu ele – se são forçados a manter a cabeça imóvel toda a vida?
– E os objetos transportados? Não se passa o mesmo com eles?
– Sem dúvida.
– Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objetos reais, quando designavam o que viam?
– É forçoso.
– E se a prisão tivesse também um eco na parede do fundo? Quando algum dos transeuntes falasse, não te parece que eles não julgariam outra coisa, senão que era a voz da sombra que passava?
– Por Zeus, que sim!
– De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objetos.
– É absolutamente forçoso – disse ele.
Considera pois – continuei – o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objetos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objetos mais reais?
E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objetos que passavam, o forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldades e suporia que os objetos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam?
– Muito mais – afirmou.
– Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto dos objetos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhe mostravam?
– Seria assim – disse ele.
– E se o arrancassem dali à força e o fizessem subir o caminho rude e íngreme, e não o deixassem fugir antes de o arrastarem até à luz do Sol, não seria natural que ele se doesse e agastasse, por ser assim arrastado, e, depois de chegar à luz, com os olhos deslumbrados, nem sequer pudesse ver nada daquilo que agora dizemos serem os verdadeiros objetos?
– Não poderia, de fato, pelo menos de repente.
– Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objetos, refletidas na água, e, por último, para os próprios objetos. A partir de então, seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e o seu brilho de dia.
– Pois não!
– Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar.
– Necessariamente.
– Depois já compreenderia, acerca do Sol, que é ele que causa as estações e os anos e que tudo dirige no mundo visível, e que é o responsável por tudo aquilo de que eles viam um arremedo.
                   É evidente que depois chegaria a essas conclusões.
– E então? Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que lá possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros?
– Com certeza.
– E as honras e elogios, se alguns tinham então entre si, ou prêmios  para o que distinguisse com mais agudeza os objetos que passavam e se lembrasse melhor quais os que costumavam passar em primeiro lugar e quais em último, ou os que seguiam juntos, e àquele que dentre eles fosse mais hábil em predizer o que ia acontecer – parece-te que ele teria saudades ou inveja das honrarias e poder que havia entre eles, ou que experimentaria os mesmos sentimentos que em Homero, e seria seu intenso desejo “servir junto de um homem pobre, como servo da gleba”, e antes sofrer tudo do que regressar àquelas ilusões e viver daquele modo?
– Suponho que seria assim – respondeu – que ele sofreria tudo, de preferência a viver daquela maneira.
– Imagina ainda o seguinte – prossegui eu –. Se um homem nessas condições descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol?
– Com certeza.
– E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzí-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?
– Matariam, sem dúvida – confirmou ele.
– Meu caro Gláucon, este quadro – prossegui eu – deve agora aplicar se a tudo quanto dissemos anteriormente, comparando o mundo visível através dos olhos à caverna da prisão, e a luz da fogueira que lá existia à força do Sol. Quanto à subida ao mundo superior e à visão do que lá se encontra, se a tomares como a ascensão da alma ao mundo inteligível, não iludirás a minha expectativa, já que é teu desejo conhecê-la. O Deus sabe se ela é verdadeira.
             Pois, segundo entendo, no limite do cognoscível é que se avista, a custo, a idéia do Bem; e, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; e que, no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para se ser sensato na vida particular e pública.

Ao término da leitura, foi proposta ao grupo uma dinâmica que propicia sensação e percepção do já conhecido, com uma leitura nova. Em pares, na posição frontal, a dupla era dividida em A e B.
O A deveria ficar de olhos fechados enquanto o B, o tocaria de forma consciente, partindo da cabeça até chegar aos pés. Repetiu-se o jogo, onde o B ficou com os olhos fechados e o A o tocaria.
          Alguns depoimentos relataram uma sensação agradável, uma troca de energias. O convívio com os colegas, a visão externa que temos de cada um é alterada quando sentimos a energia através do toque, que também pode ser considerado um novo olhar.