segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
PERFUME DE VIDA
Hoje, logo pela manhã, um perfume adocicado com toque floral invade a varanda da minha casa. Ao sentir o aroma agradável, de primeiro instante, apressada com os afazeres diários, apenas questionei em pensamento, de onde vem este perfume tão bom.
Algumas horas depois, passando pelo mesmo local, o perfume estava mais forte, o pensamento se tornou curiosidade, fechei os olhos e tentei sentir a direção do perfume. Eliminado um dos sentidos, a visão, agucei os demais, e minha imaginação ecoou pelo espaço. Ao abrir os olhos, o perfume ainda era agradável, mas já não parecia ser tão especial.
Como se invadisse o meu espaço, o aroma de flores se encontrava depois de horas, em todos os espaços que tetava ocupar. Já sentia uma dor na parte frontal da cabeça, um sensação estranha, esse perfume já estava perturbando. Agora não mais em pensamento, mas em alta voz, questionei, de onde vem esse perfume???
(...)
Quantas vezes olhamos e não vemos... Vivemos ou moramos em nossas casas... O desconhecido nos perturba, temos que ter domínio de tudo, se não domino, afasto... Diante de situações inusitadas, custa aguçar os sentidos?... Tente olhar o triângulo de outro ângulo, ele pode ter tantas faces quantas seu desejo de explicação quiser...
(...)
Era apenas o pé de jabutiba em flor, que pelo que pesquisei depois, não permanecerá tanto tempo assim, como tudo nesta vida de meu Deus, é perecível. Apenas o instante, a lembrança, a saudade, o sonho, o desejo podem durar um pouco mais, só um pouco, pois também tem fim... vou aproveitar o perfume então, e as flores também, e fazer meu instante de vida perfumado, e viverei mais em minha casa, e enxergar quando olho, mergulhar no desconhecido, experimentar, experienciar...aproveitar esse PERFUME DE VIDA.

domingo, 4 de agosto de 2013
O Que Me Espera Hoje?
Quando acordo, antes mesmo dos olhos abrirem,
me faço a pergunta pesada. O que me espera hoje?
É como se tudo já estivesse armado, me
esperando, cada dia uma ventura desventurosa, daquelas que fazem questionar se
ainda vale a pena continuar.
O que me espera hoje?
Estou enjoada, ombros pesados, torpor na
cabeça. Nem vontade de levantar. Mas ouso, ouso ir e tentar mais uma vez,
desejo forte e permanente de que hoje seja diferente.
Porém o permanente é perene. E se esvai como
a névoa beijada pelo forte sol.
Mas, o que me espera hoje?
Não sei, e não saberei se não viver o completo
dia de hoje.
Melhor levantar e de coração branco viver
intenso o que me espera hoje.
Me vou...fui...e vivi!!!
Vivi como último dia, e ao fim agradeci pelo
que me esperou.
Sou construída por rocha e plumas.
Sou construída por rocha e plumas.
Hoje, foram rochas, soerguidas pelo tempo e é
na história do tempo que ficará o que me esperou hoje.
Especialmente para minha amiga ELIANE MACIEL.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Comunidade alternativa
De repente eu e minha
família, estávamos fazendo parte de uma comunidade apesar de eu não compreende
bem o que se passava ali. Eu, meu esposo, meu filho caçula muito amado, e uma
garota que identifiquei como sendo nossa filha adotiva.
Vamos
conhecer o ambiente, percebo que há uma divisão clara de espaços, o que podemos
e o que não podemos usar, onde podemos, e onde jamais deveremos pisar. Sinto-me
apreensiva, com receio beirando a medo.
Vejo
um campo de futebol cercado, ambiente muito cinza, parece que não chega à
luminosidade natural do dia, observamos ali, uma criança jogando sozinha. Ensaiando
o que seria um gol, percebo também que há uma trilha na saída desta quadra para
outro setor, recebo orientação para somente andar nesta trilha sempre,
poderemos ser agredidos se ultrapassarmos o limite.
Não consigo entender este lugar, ao mesmo
tempo que a ansiedade bate por ficar ali, fazer parte de algo novo, o receio
cresce, pelo desconhecido.
Saímos
do ambiente quadra e nos deslocamos pelo caminho trilhado. Sempre em diálogos e
conversa, para que possamos compreender o funcionamento do local, não é uma
instituição religiosa, isso já percebi. Também não consigo identificar como um
clube, então começo a sugerir atividades, na expectativa de que aquele local
fique mais colorido, atividades artísticas quem sabe, eu cuido da parte de
criação, meu esposo com habilidades em teatro, alimentaria o potencial criativo
dos habitantes daquele lugar.
E conforme as idéias iam
surgindo, os sorrisos amarelos em torno do planejamento também cresciam. Mas houve
aceitação, não sei se de todo ou de parte.
Foi aí que algo
chamou muita a atenção.
Quatro
carros incendiados com pessoas carbonizadas dentro. Parecia que estavam saindo
e foram pegas no momento do escape. Não queria ver aquela cena, também não
queria que meus filhos olhassem pra tudo aquilo, questionei o ocorrido, e
principalmente, porque estava ali exposto de forma a todos verem, como um troféu,
eu não compreendia isso tudo não fazia parte de minha realidade.
Nossa
atenção foi chamada, para um grupo que estava saindo para uma reunião de famílias.
Chamaram um casal representante do “nosso lado”. "Nosso lado", indaguei.
Aqui nós temos lados, observo que as pessoas que estavam saindo, tinha boa aparência,
bem vestidos limpos, carros confortáveis. Avisto de longe uma amiga querida,
que a muito frequenta minha casa, aceno de longe com saudade e carinho, ela viu
e fez questão de não me reconhecer em meio aos “outros”.
Um
casal é escolhido para representar a família e todos partem. Neste momento
observo que no ambiente em que me encontro as pessoas, são mais pálidas,
parecem doentes, mal trapinhas face de terror e medo. Sinto mais vontade ainda
de ficar ali e ajudar. Parece que estou no local certo. Não visualizo mais os
carros queimados, no local agora somente um gramado verde, poucas flores e
sombra. Estranho, muito estranho.
Sou
alertada, a não usar mais meu vestido, em tom floral, com fundo amarelo, muito
elegante para o local, se lá estou terei que usar as roupas de costume.
Todos convidados pra
a primeira refeição juntos. Sentamos a mesa, com expectativa grandiosa, meus
filhos juntos, meu esposo também, a comida assusta um arroz moído com molho de
osso, senti dificuldade em engolir, meu filho principalmente. Foi neste momento
que tive a ideia de criarmos também uma horta para que pudéssemos variar o
cardápio, novamente o sorriso amarelo, não entendo isso.
Do
nada, passa um jovem de semblante acinzentado, sem nada a dizer, passa a olhar
os pratos e o quanto se estava comendo, e ele parou diante de meu filho. Questionou
o porquê que o menino não comia. Disse que ele tinha dificuldade com o sabor,
em engolir a comida. Ele se exaltou, gritou muito e fez menção de agredir meu
menino, colocou cascas de pão em sua boca, quase o afogando. Levantei-me,
gritei ainda mais alto, ajudei o menino a se recompor, o jovem cinza com mais
raiva foi contido pelos demais, mas eu sabia que não tinha parado aí...
Agora entendo, fomos divididos. Comemos os
restos, somos agredidos, pelo puro prazer. Existimos apenas para servir,
ninguém quer mudar esta situação, o conformismo de todos é assustador, se
plantamos eles destroem, se vestimos, eles rasgam, se criamos, somos
castigados, para comer o resto de tudo, para vestir o pano que antes foi limpo
o chão, nada de sorrisos, nada de ideia, nada de nada... Estou numa comunidade
alternativa.
Madrugada do dia 13/05/2013
domingo, 5 de maio de 2013
PINTANDO POR DENTRO
...quando bem pequenininha... cores de tinta eu sempre via, pintar por dentro eu queria, um NÃO sempre recebia, confesso que nunca entendia... |
| ...agora bem crescidinha, ou talvez não, já não sei, retorna a vontade da infância, a de pintar por dentro, mas agora eu sei... |
| ... sei coisas que antes não sabia, não percebia, não compreendia... |
| ...sei também que depois de tanto saber, as cores mais fortes ficam e outras desaparecem, já não tem mais voz, nem vez... |
| ...então hoje decidi de uma vez, pintar por dentro de mim, antes que não dê tempo, da experiência sentir... |
| ...tomei coragem e fui, tudo com calma preparar, conforme ia montando, mais vontade dava de pintar... |
| ...porque demoramos tanto, pra ser feliz, isso eu não sei... gente amiga que está lendo, se pinte por dentro também... |
| ...pinte de todas as cores, viva amores, beba a vida... aquilo que mais tem medo, raiva e nenhum entendimento, que não aceita pra você nem pra ninguém, talvez seja a explicação... |
| ... levante daí, se olhe no espelho, no fundo dos olhos as cores que tem... pra ser feliz, tem que ser agora, se dispa de você , se pinte por dentro também... |
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