quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CARIMBOGRAVURA

 GRAVURA

      Para entendermos de Gravura, Xilogravura, Serigrafia, Litogravura, Petróglifo e tantas outras formas de gravar , é de grande importância conhecer os grandes nomes que deram formas a essas técnicas, assim como:
 

C A R I M B O G R A V U R A 
               Como primeiro exercício escolher um símbolo que o represente, utilizar a borracha comum, e com estilete retirar as sobras formando um carimbo, aí é só gravar.

Recorte Estrela

TEMA: Identidade
MATERIAL: Borracha comum, tinta guache e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

ESTRELA
                      Pentagrama, estrela de cinco pontas, simboliza o homem integral de braços e pernas abertos interagindo em perfeita harmonia com a plenitude da existência. Simboliza evolução. É usado para proteção, além de estar associada a intuição, sorte e êxito. A estrela representa o domínio dos cinco sentidos.

Borracha utilizada na segunda atividade
TEMA: " Teia"
MATERIAL: Borracha e tinta guache
SUPORTE: Papel sulfite e papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
Formas geométrica e utilização de cores quentes

Notem a forma da assinatura, são três gravuras feitas com a mesma borracha, esta é a primeira, logo 1/3


TEMA: " Teia"
MATERIAL: Borracha e tinta guache
SUPORTE: Papel sulfite e papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
Formas geométrica e utilização de cores frias

TEMA: " Teia"
MATERIAL: Borracha e tintade tecido, cola com brilho
SUPORTE: Papel sulfite e papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
Formas geométrica e utilização de cores diversas

A terceira gravura com a mesma borracha. logo 3/3.
Borracha utilizada na terceira atividade

TEMA: " Construção"
MATERIAL: Borracha comum e tinta guache
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

Vejam detalhes da forma de assinar

TEMA: " Construção"
MATERIAL: Borracha comum e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura
TEMA: " Construção"
MATERIAL: Borracha comum, cola com brilho
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

No detalhe

Borracha utilizada na última atividade, deveria esculpir na borracha algo que faz parte da minha vida, logo a dança!

Notem, que tudo foi feito com uma borracha comum. Se a atividade for realizada em sala de aula, é interessante tomar cuidado com o estilete, ou pedir para que a bortracha já venha cortada de casa, feita com a ajuda dos pais, esta dica é independente de idade.

TEMA: " Sapatilhas" 
MATERIAL: Borracha comum e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura

Vejam com atenção os detalhes e a forma de assinar que é muito importante

TEMA: " Sapatilhas" 
MATERIAL: Borracha comum e canetinha
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura


TEMA: " Sapatilhas" 
MATERIAL: Borracha comum , canetinha e gliter
SUPORTE: Papel sulfite, papel cartão
TÉCNICA: Carimbogravura


Detalhe aproxiumado

Para gravar, a importância da assinatura
Uma ótima dica de estímulo ao conteúdo é assistir ao vídeo da rede Arte na Escola, com Maria Bonomi. Tente entrar em contato com o grupo, ou utilize esse link: http://www.artenaescola.org.br/dvdteca/pdf/arq_pdf_25.pdf

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CULTURA VISUAL

Foi proposto fazer a análise de qualquer material televisivo ou gráfico, no que se refere ao conteúdo programático e forma de apresentação. De imediato, escolhemos o gibi, de forma carinhosa a tira As soMbras da vida de Maurício de Souza. Várias idéias foram surgindo durante o diálogo, e resolvemos apresentar a atividade numa formatação dinâmica. 
Iniciamos nossa atividade, convidando os colegas  a se posicionarem em frente a sala, olhando muito perto a tela do projetor que está em frente ao quadro. Todos deveriam olhar para a tela azul projetada, fazendo movimentos de vai e vem laterais, por aproximadamente dois minutos.
          Num determinado momento, um dos componentes do grupo de retira da sala sem pronunciar nada, deixando os demais com a mesma movimentação e posição.
          O integrante do grupo ao retornar, faz a leitura do texto, que dará continuidade a reflexão: 


"O mito da caverna de Platão, numa tira de Mauricio de Souza, voltada especificamente para crianças, mas não necessariamente a elas.
É uma forma de a criança aprender  a questionar-se e a refletir seus conceitos de forma lúdica.
Traz para a contemporaneidade, um mito clássico utilizando um espaço de técnicas gráficas, transformando o mito em quadrinhos.
Estimula a reflexão, sem dúvida, motiva o expectador, principalmente pelo mito não conter uma verdade fechada, possibilitando a qualquer pessoa independente de sua vivência, formular novos conceitos.
A forma apresentada é motivadora, a linguagem visual que leva o leitor a novos caminhos antes por ele não descoberto.
Numa leitura apropriada, que valoriza e contribui com a intelectualidade da criança. Instigando, provocando, abrindo novos caminhos e perspectivas.
Nos homens, a experiência provém da memória, posto que a multiplicidade de recordações de um mesmo objeto oferece a possibilidade de completar uma experiência única, palavras de Aristóteles. Sua formação humana dependerá do meio em que ele está inserido. As ideologias serão formadas pelas vivências, levando-o a escolhas.
Fazendo uma ponte entre o mito, no caso apresentado em tiras e a TV, nossa percepção e sensibilidade serão afetadas, dando-nos opiniões positivas ou negativas demonstrando a sensibilidade e individualidade do olhar."

Ao término da leitura, na tela antes azul, projeta-se a tira do Piteco. Os acadêmicos fizeram a leitura em silêncio, um ponto positivo nos chamou a atenção, pois o silêncio não havia sido proposto.  Um sinal claro que foram tocados de alguma forma.

 





A título de conhecimento, no capitulo VII da obra República, Platão elabora a alegoria da caverna, como metáfora de uma situação na qual os homens vivem na aparência acreditando ser a realidade. Assim, tudo que vêem, fazem e sentem não passam de sombras. Esta alegoria faz alusão ao advento do pensamento racional.

Alegoria da Caverna
Depois disto – prossegui eu – imagina a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta, de acordo com a seguinte experiência. Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa eminência, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, no gênero dos tapumes que os apresentadores de fantoches colocam diante do público, para mostrarem as suas habilidades por cima deles.
– Estou a ver – disse ele.
– Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda a espécie de objetos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e de animais, de pedra e de madeira, de toda a espécie de lavor; como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados.
– Estranho quadro e estranhos prisioneiros são esses de que tu falas – observou ele.
– Semelhantes a nós – continuei -. Em primeiro lugar, pensas que, nestas condições, eles tenham visto, de si mesmo e dos outros, algo mais que as sombras projetadas pelo fogo na parede oposta da caverna?
– Como não – respondeu ele – se são forçados a manter a cabeça imóvel toda a vida?
– E os objetos transportados? Não se passa o mesmo com eles?
– Sem dúvida.
– Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objetos reais, quando designavam o que viam?
– É forçoso.
– E se a prisão tivesse também um eco na parede do fundo? Quando algum dos transeuntes falasse, não te parece que eles não julgariam outra coisa, senão que era a voz da sombra que passava?
– Por Zeus, que sim!
– De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objetos.
– É absolutamente forçoso – disse ele.
Considera pois – continuei – o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objetos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objetos mais reais?
E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objetos que passavam, o forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldades e suporia que os objetos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam?
– Muito mais – afirmou.
– Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto dos objetos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhe mostravam?
– Seria assim – disse ele.
– E se o arrancassem dali à força e o fizessem subir o caminho rude e íngreme, e não o deixassem fugir antes de o arrastarem até à luz do Sol, não seria natural que ele se doesse e agastasse, por ser assim arrastado, e, depois de chegar à luz, com os olhos deslumbrados, nem sequer pudesse ver nada daquilo que agora dizemos serem os verdadeiros objetos?
– Não poderia, de fato, pelo menos de repente.
– Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objetos, refletidas na água, e, por último, para os próprios objetos. A partir de então, seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e o seu brilho de dia.
– Pois não!
– Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar.
– Necessariamente.
– Depois já compreenderia, acerca do Sol, que é ele que causa as estações e os anos e que tudo dirige no mundo visível, e que é o responsável por tudo aquilo de que eles viam um arremedo.
                   É evidente que depois chegaria a essas conclusões.
– E então? Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que lá possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros?
– Com certeza.
– E as honras e elogios, se alguns tinham então entre si, ou prêmios  para o que distinguisse com mais agudeza os objetos que passavam e se lembrasse melhor quais os que costumavam passar em primeiro lugar e quais em último, ou os que seguiam juntos, e àquele que dentre eles fosse mais hábil em predizer o que ia acontecer – parece-te que ele teria saudades ou inveja das honrarias e poder que havia entre eles, ou que experimentaria os mesmos sentimentos que em Homero, e seria seu intenso desejo “servir junto de um homem pobre, como servo da gleba”, e antes sofrer tudo do que regressar àquelas ilusões e viver daquele modo?
– Suponho que seria assim – respondeu – que ele sofreria tudo, de preferência a viver daquela maneira.
– Imagina ainda o seguinte – prossegui eu –. Se um homem nessas condições descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol?
– Com certeza.
– E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzí-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?
– Matariam, sem dúvida – confirmou ele.
– Meu caro Gláucon, este quadro – prossegui eu – deve agora aplicar se a tudo quanto dissemos anteriormente, comparando o mundo visível através dos olhos à caverna da prisão, e a luz da fogueira que lá existia à força do Sol. Quanto à subida ao mundo superior e à visão do que lá se encontra, se a tomares como a ascensão da alma ao mundo inteligível, não iludirás a minha expectativa, já que é teu desejo conhecê-la. O Deus sabe se ela é verdadeira.
             Pois, segundo entendo, no limite do cognoscível é que se avista, a custo, a idéia do Bem; e, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; e que, no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para se ser sensato na vida particular e pública.

Ao término da leitura, foi proposta ao grupo uma dinâmica que propicia sensação e percepção do já conhecido, com uma leitura nova. Em pares, na posição frontal, a dupla era dividida em A e B.
O A deveria ficar de olhos fechados enquanto o B, o tocaria de forma consciente, partindo da cabeça até chegar aos pés. Repetiu-se o jogo, onde o B ficou com os olhos fechados e o A o tocaria.
          Alguns depoimentos relataram uma sensação agradável, uma troca de energias. O convívio com os colegas, a visão externa que temos de cada um é alterada quando sentimos a energia através do toque, que também pode ser considerado um novo olhar. 


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Além Do Que se vê - Dança Teatro

Grupo Gestus
COREÓGRAFA: Andréa Maffezzolli
ATORES: Fábio Klement e Marisa Cesconetto
Bailarina: Roberta Muller
COREOGRAFIA: ALéM DO QUE SE Vê
MODALIDADE: Dança Teatro
TEMPO: 3 minutos e 40 segundos
 
RELEASE:
... Falamos muito, ouvimos pouco...
... Olhamos, mas não vemos...
...vemos nos outros, o que queremos, o que somos inconscientemente...
... A vida deveria ser encarada com mais poesia...
... Já que não é, Viver é o maior questionamento...








domingo, 6 de novembro de 2011

CERÂMICA


"O primeiro artesão foi Deus que, depois de criar o mundo, pegou o barro e fez Adão."
(ditado popular paraibano)

PRIMEIRO CONTATO  

                        No primeiro contato com a argila, fica um misto de dúvida, medo de errar, ansiedade pelo que se vai fazer. Incerteza do que se fez. Sentimentos estranhos pelo contato com algo totalmente novo.
                        Sempre que entrarmos em contato com algo que não conhecemos, em terreno em que não nos sentimos seguros, esses e outros sentimentos podem vir à tona. É natural, há sempre um estranhamento diante do conhecimento. E com cerâmica não foi diferente.
             A proposta era até simples, figurar a argila com algo do nosso dia a dia. Logo me lembrei das aulas de filosofia e do quanto os alunos se divertem como os nossos debates, então, tentei sem muito sucesso, fazer uma mesa, uma cadeira, alguém sentado nela, e pior, com um martelinho na mão, que insistia em cair.
                         Durante a realização da atividade, senti muito prazer e um misto de alegrias. O boneco ficou esteticamente feio, com acabamento duvidoso, tanto que ao secar, ele perdeu os dois braços, as duas pernas, uma perna da cadeira e o martelo, não tenho nem noção de ode foi parar.                       
                        Mas foi o primeiro contato, a primeira paixão, o momento de admiração pelo estilo de arte que se abre de cara diferente perante meu leigo ser.


"Os cacos da vida, colados,
formam uma estranha xícara,
sem uso,
ela nos espia do aparador”

 (Carlos Drummond de Andrade).



PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS

                   Réguinhas feitas com argila, uma experiência para verificarmos se depois da queima, a régua mudaria seu tamanho. Mudou sim. Ela tinha 5 centímetros e após retornou com aproximadamente 4,5 centímetros. 


                          Uma segunda experiência realizada foi a de colocarmos bolinhas feitas de argila, acomodadas em pacotes bem fechados. Pelo mesmo tempo em que a réguinhas permaneceu. Como as bolinhas ficaram acondicionadas no plástico elas permaneceram úmidas, não acontecendo nem a secagem nem a redução.

                        Aqui um dos meus inúmeros biscoitos, como não demonstrei nenhum talento em figurar a argila, nestes primeiros contatos, optei por fazer biscoitos com ajuda de um molde normalmente usado em biscoitos de natal. E foram estrelas, bolas e corações. Valeu como experiência e contato. Como conhecimento do material novo.



ESCULPIR NOSSOS SENTIMENTOS
                       Mais uma bela experiência proposta pela nossa professora. Fazer algo que lembre nossos sentimentos, emoções, desejos, anseios, enfim, esculpir nossas sensibilidades.  
                        Tive uma dificuldade, a princípio em escolher qual tema eu iria desenvolver. Fui amassando a argila, sem muito pensar, soltando a energia. Foram vários pedaços jogados fora.
                        Sou muito reservada na minha vida pessoal e familiar, quando tenho intimidade e confiança, me solto. Tenho que sentir o terreno seguro para pisar com confiança.
                        Mas no campo profissional, é diferente, não escondo de ninguém meus anseios, o quanto estudo e me esforço para atingir meus objetivos. Desta forma, criei uma montanha, tortuosa, com grande pico, vincada, demonstrando o tanto que ainda tenho que percorrer, me identifico com a bola, cheia de marcas de uma vida de escolhas erradas, marcas que não irão sair de mim, mas que mantém forte na expectativa da vitória, como bola, estou em cima de uma base, feita de rolinhos, demostrando que já tenho conceitos, pensamento crítico reflexivo, e bagagem pra alcançar meus objetivos.
                        Fiquei satisfeita com o trabalho, de modo que escolhi este para observar, na primeira imagem, ainda feita da Unerj, podemos ver até o brilho da argila de tão fresca, no momento em que a atividade estava sendo realizada.

                             Na segunda figura, já em casa, após uma semana, podemos observar a opacidade, a mudança de cor, e uma leve inclinação da figura.

 
                            Na terceira imagem, de quinze dias, podemos notar uma mudança considerável na cor, e a diminuição do tamanho da figura, sendo que a inclinação também aparece mais forte.


Acabamento:


 
MOMENTO MARCANTE

                        Momento diferente foi à dinâmica que realizamos.
Orientados pela professora, com um bom tanto de argila nas mão, começamos a amassar formando bola, beliscar por alguns momentos, beliscar sentindo nossa musculatura, tirar pedaços.
Após longo tempo realizando a atividade, a professora nos instrui a fechar os olhos, e iniciar a construção de um boneco. Momento mágico, ficar olhos fechados, articulando a argila e construindo um boneco partindo de nossa imaginação.

Quando estava com os olhos fechados, imaginei que estava criando uma forma completamente diferente da que vi quando pude abrir os olhos.
A figura que imaginei, tinha proporção, ficava de pé. A que criei estava com a cabeça desproporcional ao corpo e caia sempre que eu tentava coloca-la de pé.
Fiquei angustiada e preocupada ao mesmo tempo quando percebi o tamanho do cabeção da figura. Como eu sabia que o boneco era eu, minha preocupação aumentou.

Após conversar com a professora, tudo ficou mais claro, eu normalmente estou dando mais valor e atenção para o meu lado intelectual e esqueço ou não valorizo minhas outras aptidões.
Coincidentemente, na semana após a atividade, fui parar no hospital com cansaço mental, pelo excesso de atividades que vinha realizando. A atividade pra mim serviu em vários âmbitos, desde a atividade em si, como nova experiência e possibilidade de trabalho, como serviu de alerta para o que realmente interessa. Resolvi dar uma pausa em algumas atividades. Cuidar um pouco mais da saúde mental.
Agradeço a professora por isso. 

MÁSCARAS E TÓTENS
                       Aqui eu deslanchei. Não sei o que aconteceu, mas quando a proposta foi lançada de imediato sabia o que eu ia realizar.

                       Deveríamos construir uma máscara tridimensional, logo pensei na comédia Del Arte, e no grande nariz fálico que chama a atenção de qualquer um, leigo ou estudioso do teatro.
                     Coloquei a mão na massa, puxei, estiquei, amassei como se fosse uma massa de pão. E comecei a modelar os dois lados, a tragédia, com seu nariz grande e caído, e a comédia com seu grande nariz soberbamente erguido.
                    Senti muita facilidade em realizar esta atividade, foi a que eu estava mais a vontade. Coloquei sob orientação da professora estes rolinhos de pano, como mostra a foto, para que o nariz, não caísse, a peça não desmoronasse.

                     Notem como ficou diferente a peça depois de queimada, até a cor modificou, o tamanho então. Lembro que quando a professora me entregou, além do entusiasmo senti um estranhamento em relação ao tamanho. Há uma mudança considerável antes e após a queima.
                    Passei uma base branca de tinta guache por toda a peça, deixei secar por uns vinte minutos, a tinta seca muito rápido, o que facilita a realização do trabalho. Meu desejo era o de fazer a máscara semelhante a uma que usei em 2005, quando fiz a peça Blumenval, na Furb em Blumenau. Era uma peça de comedia Del arte, a peça que me inspirou a realizar está máscara. Porem, não encontrei nenhuma foto que pudesse me orientar na pintura. Então deixei a imaginação fluir e este é o resultado obtido.
Agradou-me deveras. Vai ficar guardado num espaço especial da sala, lembrança de um momento de catarse.Tive que dar um colorido especial, máscaras devem ser alegres e nos trazer sensações positivas, espero ter conseguido passar o que imaginei.
Neste dia, tivemos vários momentos especiais, desde a visita que fizemos a uma loja de produtos do artesanato brasileiro, até a visita feita por um oleiro. Na foto, podemos observar o momento que ele prepara a minha peça. 
O objetivo é trabalhar em cima de tótens, só que com o andar das atividades, muitos vasos ornados foram aparecendo. Não tive dúvidas em relação ao trabalho que iria desenvolver. Imaginei uma luminária, com velas coloridas dentro, cores saindo por buracos de todos os tamanhos e coloquei a mão na massa.

               Não senti nenhuma dificuldade em realizar a atividade, talvez um pouco de medo no momento de fazer os buracos, para não apertar demais e acabar estragando a peça.
               Conforme o medo ia sumindo, a criatividade chegava. Medi os buracos de modo a ficarem simétricos. Imaginei fios de alumínio passando por eles, e enquanto realizava, imaginava, a cor e onde eu iria colocar depois de pronto. 
                          Abaixo podemos observar a peça depois de ter passado pelo forno.
 
"A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar nosso futuro."


Frase de Che Guevara